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Rodrigo Santos: o novo momento do Brusque

Com ótima arrancada na Série B e agindo bem no mercado, time vai vivendo uma página nova na sua história

13/06/2021 22h03 Atualizada há 1 mês
Por: Redação
Foto: Lucas Cardoso / BFC
Foto: Lucas Cardoso / BFC

A vitória sobre o Avaí por 2 a 1 colocou o Brusque com uma arrancada 100% na Série B, com nove pontos disputados e uma certeza: o time é competitivo. Se a meta inicial era (e continua sendo) não cair, não é possível garantir que isso vá acontecer, mas podemos carimbar que o time tem condição de bater de frente com qualquer um, fugindo daquela figura do "time que ia dar uma voltinha" na segundona.

A verdade é que o clube vive um novo momento. Tem a maior folha de pagamento da sua história (600 mil reais/mês), usou parte do dinheiro arrecadado para fechar um baita "acordão" para acabar com todas as ações trabalhistas do passado de uma só vez, está investindo na troca de iluminação do Augusto Bauer e traballha para ter um 2022 ainda melhor com uma permanência na Série B, onde terá mantido o faturamento e não contará com essas pendengas pra pagar. Estaria mais livre para investir.

Outra coisa nova é que o clube está investindo em ativos. Nunca o Brusque se preocupou em comprar direito de jogador. Agora é diferente. Depois do Estadual, foram dois movimentos: a da compra de parte do meia Diego, que estava no Joinville, e a operação para trazer o jovem e promissor meia Gabriel Taliari, de 24 anos, que pertence ao Capivariano e estava no Ituano. O Brusque comprou 10% dos direitos do jogador, amarrando um empréstimo até o fim do ano, com renovação automática por mais uma temporada condicionada à compra de mais 10%. Vale o investimento.

Há outras situações peculiares, como o do atacante Garcez, que está desaparecido há dez dias. O Brusque não vai atrás dele. A diretoria acredita que ele está sendo instruído por alguém para forçar uma saída. A ideia é aguardar os trinta dias, declarar o abandono de emprego caso ele não apareça e cobrar do jogador a multa contratual (R$ 6 milhões, com o Brusque tendo 40%). Garcez tem contrato até o final de 2024 e sumiu duas vezes. Manchou o seu nome, que era promissor, e se tornou um caso único. Irresponsabilidade dele e de quem está instruindo ele. Se for jogar em outro clube um dia, uma simples pesquisa no Google indicará que ele sumiu do clube que jogava por duas vezes.

O Brusque faz uma campanha boa, e acho que o futebol ainda pode evoluir. Ao contrário do Avaí, que não contratou ninguém depois do campeonato estadual, o Brusque continuou no mercado atrás de boas oportunidades: trouxe o goleiro Jeferson Paulino para a vaga de Dalberson (que veio ao Brusque para um semestre e ainda deixou para o clube 10% de eventual venda), o experiente Fillipe Soutto, Jhon Cley, Diego, Juliano.... e Gabriel Taliari, que é o jogador a se prestar atenção pela sua qualidade. Os resultados não estão permitindo que o técnico Jerson Testoni faça mudanças profundas. Mas vejo uma melhora a partir do momento que essa turma nova ganhe oportunidade. Isso que nem falei de Edu, que voltou em forma, com a confiança lá em cima, e já com três gols marcados. 

Claro que a campanha positiva que o Brusque faz pode ter efeitos colaterais. Logo vai ter time daqui ou do exterior atrás de alguém, o que pode render uma graninha. O próprio técnico Jerson Testoni, que tem um salário relativamente baixo para os padrões da Série B, pode ser assediado. Até nisso, o Brusque foi esperto: trouxe Luan Carlos, que era o treinador do time do Goianésia, para ser o auxiliar. Caso Jersinho saia por algum motivo, já tem a reposição dentro do clube.

O Brusque funciona com uma estrutura enxuta. Sua sede é uma sala cedida pela Prefeitura na Arena Multiuso. O CT está longe de ser algo do nível de um campeonato de elite. O clube não tem divisão de base há anos. Outros setores tem que evoluir muito. O plano de sócios é ruim. Mas o Brusque tem, nas figuras de Carlos Beuting e André Rezini, uma boa capacidade de mapeamento de jogadores e negociações, em Danilo Rezini a experiência e no Rogério Lana a disciplina do departamento financeiro. Nisso, o Brusque arranca bem na Série B para tentar uma temporada tranquila. Não está pronto para uma Série A, mas vê na permanência na B a oportunidade de subir em estrutura, capacidade e gestão de ativos.

A tabela colocou três jogos seguidos fora de casa no início do campeonato. Destes, o Brusque venceu dois. Está no lucro e vai para Salvador enfrentar o Vitória sem pressão.

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