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Acesso conquistado, pepino do estádio

Brusque tem 120 dias para ter um local para jogar a Série B. A semana pós-acesso não trouxe notícias boas

14/01/2021 23h07 Atualizada há 2 meses
Por: Redação
Acesso conquistado, pepino do estádio

Passada a bela festa do acesso do Brusque na segunda-feira, quando assisti ao jogo informando meu pai que não queria ver pra não ficar nervoso (cardíaco com "molinhas" no coração, sabe como é), lembrei de uma cena que me remete a 13 de dezembro de 1992. O seu Luciano me levou praquele jogo contra o Avaí. A gente saiu do estádio, fomos na casa da minha avó, a 200m dali, e lembro de ter dito: "pai, o Brusque é campeão catarinense! olha que louco". Louco mesmo, inesquecível até hoje. Vindo pra 2021, não tava com meu pai do lado, mas pensei: "olha que loucura, Série B". É, é tudo muito dinâmico. Só que agora tem um "probleminha" pra resolver, chamado estádio. Vocês não imaginam quantas vezes me perguntaram sobre o assunto "estádio pro Brusque". Bom, espero responder tudo nesse post.

Passou o acesso e o assunto passou a ser o estádio. E o que houve de movimentação nessa semana? Quase nada. Levamos o prefeito, o presidente do Brusque e o presidente da Câmara na TV Brusque na quinta pra saber que tipo de resposta podíamos dar ao torcedor. Não gostei do que ouvi. Ambos falavam em "união", "buscar uma solução" e "alternativas". (assista ao vídeo mais abaixo) Ou seja, nada de concreto. Do outro lado, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, que divulgou lá atrás até um projeto da tal Arena Havan, declarou em entrevista ao ND Mais que era melhor esperar a pandemia passar e que tem outras prioridades, o que é um direito dele. Problema!

Acontece que, hoje, a única alternativa que há para que o estádio saia, para que fique pronto neste ano (esqueça final de maio) atende pelo nome de Luciano Hang.

Contextualizando rapidamente, isso é importante: A Prefeitura de Brusque adquiriu, na gestão Paulo Eccel, uma área enorme da empresa Souza Cruz para erguer a "Vila Olímpica". A ideia é boa: delegar partes daquela área para o Jeep Clube (que quer fazer a Fenajeep lá esse ano), CTG, Motocross, BMX, enfim, pra quem quisesse. E dentro desse projeto, estava contemplado o estádio (clique aqui e veja matéria de 2015 sobre o assunto). Já na gestão Jonas Paegle, a área foi cedida e documentada ao Brusque que, a qualquer momento, pode começar a erguer o estádio no local. Depois do título da Série D em 2019, Luciano Hang chegou a ir no local com a diretoria do Brusque e até fez um rascunho de como seria o local. Ficou por aí.

Aí veio o acesso, jogando no Augusto Bauer (importante: na segunda fase da Série C já há no regulamento a exigência de 10 mil lugares, mas como os jogos são com portões fechados, a CBF liberou). O time conseguiu a vaga na Série B , que vai começar no final de maio. Se erguer um estádio já não é fácil, para 10 mil lugares sentados é ainda mais complicador. Um exemplo: o Estádio do Marcílio Dias, que já abrigou várias vezes mais de 10 mil torcedores, hoje está liberado pela Polícia para quase 6 mil. Nessa visão, abandona-se a ideia de muitos de ampliar o Augusto Bauer, com capacidade para 2500 torcedores sentados. Teria que simplesmente triplicar o tamanho do estádio e torcer para que a Polícia não invente coisa pra reduzir. Baseado na experiência do Marcílio, tem que fazer um de 13 pra ver se é liberado pra 10.

Baseado nisso, e é uma notícia triste, é certo que o Brusque jogará a Série B em Florianópolis quando os portões forem abertos para a torcida (e há quem diga que o Augusto Bauer não servirá para jogos com portões fechados por causa, principalmente, da iluminação, com aumento de exigências). Muito torcedor acredita que Luciano Hang vai construir o estádio na rapidez que ele levanta uma loja. Com certeza, se ele quiser, faz a obra rapidamente. Mas há dois problemas: primeiro, que ele não demonstrou até agora a vontade de efetivamente colocar a mão na massa. Segundo, que há um entrave jurídico: lá em cima falei sobre a cessão da área da Prefeitura ao Brusque, que está OK. Mas a empresa diz que não há garantia de, por exemplo, uma outra pessoa assumir o clube daqui a uns 10 anos e resolver fazer algo indevido com o local. A saída seria o Brusque "devolver" a área para a Prefeitura, que por sua vez crie algum mecanismo para que a Havan erga o estádio e tenha poder sobre a estrutura, se realmente a construção acontecer.

Quem trabalha com engenharia me disse que é uma época com falta de alguns insumos, o que pode atrasar ainda mais uma eventual obra. Não vamos trabalhar com isso agora. O cenário é que, até o momento, não há nenhum movimento efetivo para que uma máquina comece a limpar o terreno pra erguer o estádio. E o tempo vai passando. Longe de querer condenar ou defender Luciano Hang, e além do mais, reclamar depois da coisa feita é injusto. Mas algum movimento poderia ter sido realizado. Me agrada o modelo usado pelo Brasil de Pelotas, e bem antes disso, pelo ABC de Natal: primeiro uma campanha para um módulo, depois outro, até fechar. Mas para o Brusque, não há tempo. E jogar a 115km de distância, com público pequeno (quando tiver) não é nada bom tanto técnica quanto financeiramente.

VEJA Entrevista do Presidente do Brusque, Danilo Rezini, e do prefeito Ari Vequi no programa Esporte SC TV, na TV Brusque:

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