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O Brusque tirou o gesso e não doeu

Ainda que não tenha sido o melhor jogo, atuação contra o Santa Cruz mostra que há vida em um time com outra disposição em campo

14/12/2020 00h38 Atualizada há 3 meses
Por: Redação
O Brusque tirou o gesso e não doeu

Sei lá há quanto tempo venho batendo que o Brusque tinha se tornado um time previsível, e que o técnico Jerson Testoni não se mexia para variar aquele esquema tático que já estava manjado por todos. E não é que ele me surpreendeu? Longe de ser uma atuação de gala, até porque ele tem falta de material humano pra compor um sistema de 4-4-2, mas o time, de alguma forma, reagiu. Já não vai ser mais presa fácil na segunda fase. E muita gente achando que não podia pegar no pé... O treinador, finalmente, resolveu sair da zona de conforto. Soltei um "aleluia" quando vi a escalação, juro.

O efeito imediato do time "tirar o gesso" é desconstruir a engenharia do adversário. Basicamente, o treinador sacou o capitão Zé Carlos do time (ele tinha indicado que iria fazer isso), botou João Carlos, um lateral mais clássico na marcação no lugar de Edilson, que apoia muito mais (e deixa muito espaço), fechou o meio com Rodolfo e Escuro e, aí o maior dos problemas, mandou Zé Mateus marcar saída e tentar jogar com Thiago Alagoano. Aqui, uma ressalva: primeiro, que Jersinho abandonou Eliomar de vez. Segundo, que o time só não foi melhor por causa da falta de meias, algo que a diretoria bobeou nas contratações. Thiago não tem no time um meia de qualidade pra jogar ao seu lado. Mas o time foi com o que tem

Começou o jogo, e o Santa Cruz não deixava o Brusque tocar na bola. Chegou com maior perigo, e teve dificuldades em um meio-campo povoado montado pelo Brusque. Zé Mateus me pareceu perdido, correndo atrás de marcação mas não se sentindo confortável. No segundo, a situação mudou com uma ajudinha de Marcelo Martelotte, que resolveu não pressionar e abriu mão de parte do seu poder ofensivo para colocar um volante e um lateral. Isso deu posse de bola ao Bruscão, que chegou e assustou. Tivesse mais qualidade na chegada (olha a falta de outro meia de novo aí) e até entrosamento em uma nova dinâmica de jogo, quem sabe a vitória viria. No fim, o resultado não é bom: vai obrigar o time a buscar pelo menos uma vitória fora de casa para chegar no acesso. Mas a sensação de ver que, finalmente, o time mostrou uma variação, alivia. Muda o cenário para os outros jogos: os adversários notam essa mudança, o time pode surpreender de outras formas, e o treinador ganha mais opções.

Uma das maiores críticas minhas ao trabalho do Jersinho era sua inflexibilidade, que as vezes até pega mal em entrevistas coletivas. Sem falar nada, ele tentou algo novo e ainda teve culhão pra sacar (merecidamente) o seu capitão de campo. Ainda acho difícil uma classificação tendo em vista que os outros times estão em estágio melhor e o Brusque (olha o chato aqui de novo) precisaria ter um outro 10 pra ter mais força ofensiva. Mas temos um caminho. Aquele esqueminha com Alagoano armando pra três atacantes funcionou lá atrás, mas agora é necessário mexer. Um 4-4-2 clássico, o feijão com arroz, pode funcionar.

Viu Jersinho, como mexer uma vez ou outra nas suas convicções não dói?

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