
A Câmara Municipal de Brusque dedicou boa parte da sessão ordinária desta terça-feira (6) a comentar o primeiro turno das eleições gerais, realizado no domingo (4). Vereadores fizeram balanços das campanhas, analisaram os resultados em Santa Catarina e relataram as experiências vividas na disputa. Três parlamentares do município concorreram: Cassiano Tavares, o Cacá (Podemos), e Ricardo Gianesini, o Rick Zanata (Novo), à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), e Jean Pirola (PP), à Câmara dos Deputados.
Cacá Tavares cita estrutura enxuta
Primeiro inscrito na tribuna, Cacá Tavares avaliou que esperava votação maior, sobretudo em Brusque. Ele atribuiu parte do resultado à estrutura reduzida da campanha e aos poucos recursos financeiros.
— Se eu tivesse a estrutura que algumas pessoas tiveram, passava de 20 mil votos em Brusque, tranquilo — afirmou.
O vereador contou que concentrou a atuação em Brusque, Guabiruba e Botuverá e apontou como ponto positivo o carinho recebido dos eleitores. Agradeceu à equipe e à família, especialmente aos pais.
Rick Zanata fala em gratidão e elogia João Martins
Rick Zanata disse ter encerrado a eleição com sentimento de gratidão e explicou que aceitou concorrer a deputado estadual também para ajudar o Novo a superar a cláusula de barreira. Ao analisar o cenário local, destacou o desempenho de João Martins (PSD), candidato a deputado federal, que acompanhava a sessão no plenário.
— Tu pode ter perdido essa eleição, mas tu não saísse derrotado, tu saísse muito, muito, muito vitorioso — disse o vereador a Martins.
Rick elogiou o perfil e a campanha do pessedista e anunciou que pretende apoiá-lo caso ele dispute a Prefeitura de Brusque no futuro.
Votação de João Martins é exaltada por vereadores
André Rezini (PP) classificou como “histórica e brilhante” a votação de João Martins, além de destacar qualidades pessoais como simpatia e proximidade com a família. Valdir Hinselmann (PL) também elogiou Martins pela continuidade do trabalho político após a eleição municipal de 2024 e afirmou que essa caminhada contribuiu para o resultado obtido.
Rezini comemorou ainda os 507 votos de Gean Loureiro (União), candidato a deputado estadual que ele apoiou, em Brusque e Guabiruba. Segundo o vereador, o número demonstra o compromisso assumido com seu grupo político e com os eleitores. Ele citou também a campanha do vice-prefeito André Batisti, o Deco (PL), a deputado estadual, e felicitou os vereadores candidatos.
Governo estadual e disputa presidencial
Leonardo Schmitz (PL) cumprimentou os vereadores pela coragem de concorrer e lembrou que a eleição é oportunidade de aprendizado. Citou a “votação extraordinária” que garantiu a reeleição do governador Jorginho Mello (PL).
Paulinho Sestrem (PL) afirmou que uma campanha “não é fácil” e exige “sola de sapato”. Disse que já esperava vitória de Jorginho Mello no primeiro turno, embora com diferença menor do que a registrada. Na eleição presidencial, declarou acreditar na consolidação da vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e avaliou que parte do eleitorado deu um “voto de sobrevivência e esperança”, relacionando a análise a possíveis indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo próximo presidente.
Hinselmann destacou a reeleição do deputado estadual Carlos Humberto (PL), a quem apoiou, e afirmou ter mantido o compromisso assumido.
— Palavra dada é palavra cumprida — declarou.
Ele mencionou ainda a reeleição da deputada estadual Ana Campagnolo (PL), a eleição dos senadores catarinenses Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) e a vitória de Jorginho Mello.
PT comemora eleitos e fala sobre derrota nas urnas
Elizabete Maria Barni Eccel, a Bete (PT), agradeceu o apoio à campanha do marido, Paulo Eccel (PT), candidato a deputado estadual. Comentou o desempenho do partido na disputa pela Câmara dos Deputados, com foco na reeleição dos deputados federais Ana Paula Lima (PT) e Pedro Uczai (PT) e na eleição de Giovana Mondardo (PCdoB).
— Eu não acredito em derrota na urna, ela não significa um fim, pois não é capaz de desfazer os laços, as amizades e as lutas que a gente constrói — refletiu.
Joubert Lungen comenta votações de Pirola e Deco
Joubert Lungen (Podemos) avaliou que o trabalho feito ao longo do mandato pode ser decisivo para o reconhecimento do eleitor e parabenizou Cacá Tavares, Rick Zanata e Jean Pirola. Sobre Pirola, disse que ele apresentou propostas, cabendo ao eleitor analisá-las, e que “muitos foram na onda”, sem votar no progressista. Sobre Deco Batisti, comentou:
— Fez uma baita votação. Lógico, esperava muito mais, mas, quando se faz o bom trabalho, a gente não precisa nem andar na rua.
Falta de representante local preocupa
Jean Dalmolin (Republicanos) concentrou o discurso na ausência de representantes diretamente ligados a Brusque nas casas legislativas estadual e federal. Para ele, o momento convida a refletir sobre o futuro da representatividade.
Dalmolin destacou as votações expressivas e as suplências de candidatos locais e avaliou que a falta de uma “cadeira cativa” em Florianópolis ou Brasília aumenta o desafio de buscar recursos. Defendeu a continuidade do trabalho.
— Vamos trabalhar e continuar a busca por recursos, como a gente já vem fazendo há bastante tempo, seja no estado, seja em Brasília — afirmou.
Novo supera cláusula de barreira e critica Judiciário
Felipe Hort (Novo) afirmou que o partido atingiu a meta de superar a cláusula de barreira. Em sua análise, criticou decisões do Judiciário no primeiro turno, citando o caso de Deltan Dallagnol (Novo-PR). Para o vereador, houve “interferências injustas” que trouxeram insegurança sobre candidaturas. Hort defendeu que, no segundo turno, haja “menos interferência do Judiciário na eleição” e que o voto popular seja respeitado.