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Evento “Ser Mulher” aborda aspectos da violência doméstica

O Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF), que abrange os territórios da Limeira e Nova Brasília, realizou na tarde desta quarta-feira (6), no auditório da Uniasselvi, o evento “Ser Mulher”, direcionando aos servidores da Secretarias de Saúde e Educação, com temáticas voltadas a política de igualdade de gênero, combate de violência feminina e ainda aspectos sobre os direitos. As violências, sejam de caráter sexual ou psicológica, também foram discutidas.

Segundo a psicóloga do NASF, Maria Vitória Tiepo, as duas palestrantes, representantes da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) e da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) levantaram o debate sobre a evolução da violência na sociedade, as conquistas ao longo do tempo, principalmente relacionadas na proteção as vítimas. “As questões que envolvem as políticas públicas de assistência das mulheres, legislação e assuntos judiciais foram apresentadas. A forma como as vítimas devem proceder quando acontece algum crime ou violação de direito, foi detalhada para que os presentes possam saber o caminho na hora buscar ajuda”, ressalta Maria Vitória Tiepo.

Jordana Cristina Staack Ristow, vice-presidente da OAB Brusque, fez um breve relato sobre a história da mulher na advocacia e no poder judiciário, além abordar o desenvolvimento do Direito ao longo dos anos. O objetivo, segundo ela, foi mostrar como foram construídas algumas conquistas, para o público feminino. “A intenção foi apresentar a evolução das leis e do comportamento até a Lei Maria da Penha. Os desafios do futuro e os próximos passos da construção de políticas públicas eficientes, das quais são necessárias para dar suporte a vítima”, comenta a advogada.

A estudante de psicologia e estagiária da DPCAMI, Fernanda Cassola, apresentou dados atualizados da violência doméstica em Brusque. Segundo ela, quando um caso chega ao conhecimento das autoridades policiais, há uma quebra do ciclo das agressões, porém, muitas por medos ou outras motivações, acabam não dando prosseguimento ao inquérito. “O grande desafio nesta área é a implantação de políticas públicas visando acolher e dar suporte as vítimas, já que muitas mulheres acabam não tendo caminhos alternativos para se desvincular de seus companheiros e ter uma vida nova”, declara.

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