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Hospital Azambuja realiza ação alusiva ao Dezembro Vermelho

O Grupo de Humanização do Hospital Azambuja realizou, uma ação alusiva ao Dezembro Vermelho, mês dedicado ao Combate e prevenção à AIDS. Foram distribuídos laços vermelhos aos colaboradores para demonstrar engajamento na campanha e as equipes ainda receberam orientação sobre prevenção à doença.

“Eu acho muito importante este tipo de ação dentro do Hospital, pois trabalhamos com saúde e temos o dever de orientar e repassar informações sobre prevenção à AIDS e a todas as doenças sexualmente transmissíveis. Daqui, a informação segue para os familiares e para a comunidade”, diz a técnica em enfermagem, Rute Correia Grott Bastiani.

A auxiliar de nutrição, Danielle Silva, também recebeu o laço vermelho da campanha. “Com certeza, a nossa saúde é nossa bem maior e prevenir contra doenças é fundamental”, disse.

Conforme o médico infectologista, Ricardo Freitas, “ações como as que são realizadas por instituições de saúde, como no Hospital Azambuja, reforçam a necessidade de cada vez mais informação sobre a importância do uso de preservativos e essa informação deve começar cedo, pois os jovens tem começado sua vida sexual também muito cedo e precisam saber dos riscos, além de uma gravidez precoce, também a possibilidade de contrair uma doença sexualmente transmissível, como a AIDS”.

Ainda segundo o médico, em Brusque, foram registrados 23 novos casos, somente no mês de novembro.  “São pessoas com idades entre 20 e 39 anos, com nível de instrução de ensino médio e que não usaram preservativo nas relações sexuais, o que agrava muito o contágio, apesar das campanhas feitas nacionalmente e muitas outras pela rede municipal de saúde”.

Freitas reforça que, “ao reconhecer a exposição de risco, a pessoa deve procura pela profilaxia dentro de até 72 horas para uso de medicação a fim de evitar o risco de contaminação pelo HIV”. O município de Brusque também estuda a implantação da PreP – Profilaxia Pré-exposição ao HIV para grupos específicos. O programa prevê que pessoas que tenham comportamento de risco, tomem todos os dias a medicação e sejam acompanhadas mensalmente pela equipe de profissionais da saúde.

A doença no Brasil

Segundo o novo Boletim Epidemiológico, divulgado recentemente pelo Ministério a Saúde, em quatro anos, a taxa de mortalidade pela doença passou de 5,7 por 100 mil habitantes em 2014 para 4,8 óbitos em 2017. A garantia do tratamento para todos, lançada em 2013, e a melhoria do diagnóstico contribuíram para a queda, além da ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.

Os novos números revelam que, de 1980 a junho de 2018, foram identificados 926.742 casos de aids no Brasil, um registro anual de 40 mil novos casos. Em 2012, a taxa de detecção de aids era de 21,7 casos por cada 100 mil habitantes e, em 2017, foram 18,3, queda de 15,7%. Em quatro anos também houve queda de 16,5% na taxa de mortalidade pela doença, passando de 5,7 por 100 mil habitantes em 2014 para 4,8 óbitos em 2017. Os novos dados ainda mostram que 73% das novas infecções de HIV ocorrem entre no sexo masculino, sendo que 70% dos casos entre homens estão na faixa de 15 a 39 anos.

A publicação engloba os resultados do monitoramento clínico do ano de 2017 e dos primeiros nove meses de 2018, até 30 de setembro. Em 2017, estimava-se 866 mil pessoas vivendo com HIV no Brasil, das quais 559 mil são homens e 307 mil são mulheres. Desse total de 866 mil pessoas, 84% (731 mil) já estavam diagnosticadas; 75% (548 mil) estavam em tratamento antirretroviral; e 92% (503 mil) já tinham carga viral indetectável.

As metas estipulam que até 2020, todas as pessoas vivendo com HIV no país sejam diagnosticadas; que 90% das pessoas diagnosticadas estejam em tratamento; e que 90% das pessoas em tratamento alcancem carga viral indetectável (supressão viral, ou redução da circulação do vírus no sangue para menos de 1.000 cópias/mL).

Fonte: www.aids.gov.br

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