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Câmara debate atraso do PAC Nova Brasília

 A Câmara Municipal de Brusque, por meio da Comissão de Serviços Públicos (CSP), realizou na segunda-feira, 12, audiência pública sobre o andamento das obras de macrodrenagem financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no bairro Nova Brasília. O evento foi conduzido pelo presidente da CSP, vereador Leonardo Schmitz (DEM) e recebeu como convidados Andréa Patrícia Volkmann, diretora do Departamento Geral de Infraestrutura (DGI) da Prefeitura de Brusque, Luciano Thiesen, responsável legal da Freedom Engenharia e Construção, e o engenheiro residente da empresa, Nilberto Wan-Dall.

Em setembro de 2017, a Freedom foi contratada para dar continuidade às obras do PAC nas bacias Azambuja e Nova Brasília, com previsão de término dos serviços em cinco meses. “Esta comissão mostra-se sensível à situação vivenciada pelos moradores da região, que aguardam ansiosos pela conclusão das referidas obras, com vistas a conter as constantes enxurradas”, salientou Schmitz ao abrir os trabalhos.

Na oportunidade, Andréa afirmou que um fiscal do DGI acompanha diariamente a obra, cujo cronograma teria sido atrasado pela necessidade de abertura de poços de visita e também situações: “A empresa vem trabalhando com cada vez mais dificuldades para romper o solo encontrado na região, então, a previsão de abertura de um novo túnel era uma, mas infelizmente acaba sendo um pouco mais devagar”, argumentou a diretora do DGI. “A empresa vem cumprindo com suas obrigações. Não há nenhuma autuação com relação a prazos”, frisou Andréa, que entregou à CSP um relatório de fiscalização das obras.

Wan-Dall apresentou informações gerais sobre a obra e destacou as ações realizadas pela Freedom a partir de outubro, como o levantamento topográfico da região, inspeções e pesquisa nos elementos de drenagem existentes nas ruas Osvaldo Niebuhr e Ivandro Bruns, a implantação dos canteiros de obras, a limpeza dos dois túneis já existentes, devido ao assoreamento dessas estruturas, e a instalação de poços de visita para dar continuidade a esses túneis (que têm 1,60 metro e 2,60 metros de diâmetro), o esgotamento da água acumulada na drenagem da rua Ivandro Bruns, dentre outros.

O engenheiro reforçou que as características do solo encontrado implicaram o atraso dos trabalhos: “Porém, tendo em vista todos os problemas já resolvidos, a obra segue em um bom ritmo com previsão de término dos dois túneis nos próximos dois meses”, disse Wan-Dall. “A equipe que hoje opera nos túneis é o máximo que o serviço comporta, ou seja, a produtividade está a maior dentro do possível para segurança e a boa técnica de execução”, salientou.

Schmitz abriu a palavra à comunidade presente e, em seguida, aos vereadores que acompanhavam a audiência pública. Participaram Ana Helena Boos (PP), Claudemir Duarte (PT), Cleiton Luiz Bittelbrunn (PRP), Marcos Deichmann (Patriota), Ivan Martins (PSD), Paulinho Sestrem (PRP) e Sebastião Lima (PSDB). Os parlamentares levantaram uma série de questões aos representantes do DGI e da empresa.

Ao responder a uma das perguntas, Thiesen explicou que os serviços já executados não serão capazes de evitar novos transtornos à população caso outra enxurrada aconteça: “Mas estamos dando prioridade ao túnel de 1,60; para que pelo menos uma parte [da água] consiga escoar”, emendou.

Houve ainda críticas ao projeto de reconhecimento de solo realizado durante o primeiro mandato do prefeito Paulo Eccel (PT), porque ambas as empresas executoras – primeiro, a Catedral, agora, a Freedom – depararam-se com situações não previstas inicialmente. “A gente recebeu uma sondagem que não está de acordo com o que estamos encontrando efetivamente. Concordo que a comunidade deve estar de ‘saco cheio’, mas recebemos uma obra com vários problemas. É muito mais fácil fazer uma obra do início do que fazer uma reforma. Inclusive, a gente toma iniciativas com custo financeiro, para não parar, o que seria direito da empresa. Estamos esse tempo todo e agora que vamos começar a receber”, disse Thiesen.

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